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Título Técnico
Gratuidade de justiça. Pessoa jurídica. Declaração de inatividade fiscal. Ônus de comprovar a hipossuficiência. Súmula 481/STJ.
Tese Firmada
A mera apresentação da declaração de inatividade fiscal da empresa, sem os demais esclarecimentos acerca de bens e ativos financeiros, não é suficiente para a concessão da gratuidade de justiça a pessoa jurídica.
Pano de Fundo
A CONTROVÉRSIA — Em ação rescisória que tem por objeto imóvel avaliado em aproximadamente R$ 30.000.000,00, a autora — sociedade que se apresenta como holding patrimonial — requereu o benefício da gratuidade de justiça, instruindo o pedido apenas com documentos fiscais (DCTFs, DCTFWeb, certidão negativa de débitos e declaração do contador) que indicam a ausência de atividade operacional. Discutiu-se se a mera apresentação da declaração de inatividade fiscal, sem esclarecimentos acerca de bens e ativos financeiros, basta para a concessão do benefício à pessoa jurídica.
O DISSENSO JURÍDICO — A requerente sustenta que a inatividade fiscal demonstra a hipossuficiência econômica apta a autorizar a gratuidade. Em sentido contrário, a orientação consolidada do STJ é firme no sentido de que, tratando-se de pessoa jurídica, não se presume a hipossuficiência, incumbindo-lhe demonstrar de forma efetiva a impossibilidade de arcar com os encargos processuais, de modo que a inatividade fiscal não se confunde com incapacidade econômica.
A MATRIZ NORMATIVA — O deslinde apoia-se no art. 99, § 1º, do Código de Processo Civil, que autoriza o requerimento da gratuidade a qualquer tempo, mas impõe à parte o ônus de demonstrar a impossibilidade de arcar com os encargos processuais, e na Súmula n. 481/STJ, segundo a qual a pessoa jurídica só faz jus ao benefício quando comprovar a impossibilidade de suportar as despesas do processo.
Ratio Decidendi (Fundamentos Determinantes)
ÔNUS PROBATÓRIO DA PESSOA JURÍDICA — Nos termos do art. 99, § 1º, do Código de Processo Civil, embora a gratuidade possa ser requerida a qualquer tempo, incumbe à parte requerente demonstrar, de forma efetiva, a impossibilidade de arcar com os encargos processuais, especialmente quando se trata de...
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Pergunta
A mera apresentação de declaração de inatividade fiscal, sem esclarecimentos sobre bens e ativos financeiros, é suficiente para conceder a gratuidade de justiça a uma pessoa jurídica? Como o ônus probatório e a Súmula n. 481/STJ orientam essa resposta?
Legislação Citada
Classificação Editorial
Direito Processual Civil — Gratuidade de justiça — Pessoa jurídica — Ônus de comprovar a hipossuficiência — Declaração de inatividade fiscal — Holding patrimonial — Súmula 481/STJ — Info 883/STJ — Ação Rescisória